O que penso, o que às vezes sou ou... apenas divagações.Transito entre a pintura e a poesia e aqui exponho minhas idéias ao deleite ou à crítica de alguém. "Por vezes à noite há um rosto / Que nos olha do fundo de um espelho / E a arte deve ser como esse espelho / Que nos mostra o nosso próprio rosto ". Jorge Luis Borges
Meu coração - João Caetano
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mais poesias
POR QUEM OS SINOS DOBRAM?
Por uma justiça inoperante
que não protege o cidadão
por uma nação sem governantes
que faz da democracia
uma grande decepção.
Os direitos esquecidos
a justiça se faz cega
o ser humano empobrece
e o sino anuncia
ao som da ave-maria
que morreu um cidadão
com os direitos violados
não teve a compaixão
na fila do hospital
pois apanhou de um ladrão
que foi pego roubando
pra sua filha o pão.
E a justiça o que fez?
e a política uma vez
falou em cidadania
pregou a democracia
esqueceu sua lição
escreveu a matemática
esquecendo o povão.
Alguém gritou:
A justiça
morreu de morte matada
a danada já foi tarde
o grito das minorias
enterraram com a esperança.
DESENHANDO
Um risco no papel
Uma nuvem no céu
Uma árvore na floresta
Uma pipa voa ao léu.
Desenhando o arco-íris
Pondo as cores onde quero
Invento meus personagens
Nada pra mim é mistério.
O macaquinho saltita
O João-de-barro trabalha
Passarinho faz seu ninho
Papagaio também fala.
As nuvens que viram mar
Tem um peixinho a nadar
Flores perfumam o ar
As árvores a balançar.
Coelhos, onças, pardais
Cotovias a cantar
Uma raposa se esconde
Para a galinha pegar.
Coloridos pelo giz
Onça, tigre, elefante
Que no papel ganha vida
Com sua tromba gigante.
Olha a encrenca do elefante
Resolve se refrescar
Faz chuveirinho com a tromba
E começa a espirrar.
O esguicho do elefante
É um espirro gigante
Que o papel vai molhar
E a minha bicharada
Logo vai apagar.
18/01/2008
FATIMA MOTA
DIVAGANDO
Quando o desejo de abraçar-te
estiver saciado
A isso chamarei de UTOPIA.
Quando deitar-me em teu regaço
e adormecer no teu braço
tornar-se realidade
A isso chamarei de SONHO.
Quando a tua imagem
tornar-se vívida
e confundir-se com o meu abraço
A isso chamarei de MAGIA.
Se a saudade me faz companheira
e meus olhos choram uma lágrima de despedida
A isso eu chamei REALIDADE.
FMott@- 2001
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Clarice Lispector
Mas há a vida
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.
Mas há a vida
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.


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